terça-feira, 25 de março de 2008

Palestra: informações gerais

Intercâmbio cultural – oportunidades e desafios


Objetivo geral
Divulgar as exigências do mercado em relação ao profissional de intercâmbio.

Objetivos específicos
- Expor as expectativas do mercado aos profissionais de turismo;
- identificar oportunidades de trabalho para o turismólogo;
- apresentar os programas de intercâmbio do STB.


Data: 13/05/08.

Horário: 08:50.

Duração: 1h de palestra e 30min aberta a perguntas.

Palestrantes: Gladislena e Frederico (profissionais do STB).


Local: Auditório do IEC.

Endereço: Av. Brasil, 2023, 7° andar - Praça da Liberdade.

Público-alvo: alunos do Curso de Turismo da PUC Minas.

Resumo 3º Capítulo

Benefícios aos patrocinadores e cotas de patrocínio

A autora destaca neste capítulo a importância de se identificar quais os benefícios a serem proporcionados aos patrocinadores e a conseqüente determinação dos valores das cotas. Assim, após a definição das atividades, do formato e do público alvo do evento, devem ser listadas as possibilidades de benefícios. Por sua vez, estes benefícios devem estar relacionados com pelo menos um dos três objetivos do evento: exposição da marca, relacionamento e venda. No caso da exposição da marca, vários benefícios podem ser oferecidos. São alguns deles:
a) divulgação na mídia – determinando a grade de veiculação na mídia.
b) Assessoria de imprensa – menção e agradecimento aos patrocinadores pelos promotores e/ ou outras pessoas envolvidas.
c) Peças de divulgação – divulgar por e-mails, website, folders, material gráfico, recursos visuais, etc.
d) Merchandising – várias ações podem figurar o merchandising tais como inserção da logomarca em material de sinalização do evento, distribuição de material promocional, sorteio de brindes, divulgação de vídeo e menção ao patrocinador.
e) Patrocínio do translado – quando o evento envolve deslocamento. É possível oferecer cotas de patrocínio por todo o percurso.
f) Patrocínio do keynote speaker – que é o patrocínio exclusivo do principal palestrante através da exposição da logomarca ou apresentação do mesmo em discurso breve.

As palestras durante o evento são excelentes oportunidades para atrair possíveis patrocinadores. Alguns cuidados no entanto devem ser observados quando se usar desse benefício, tais como: a ordem, o conteúdo, a duração, a escolha dos palestrantes e os recursos necessários à palestra. Outro ponto chave é a escolha do estande ou espaço exclusivo.

As ações sociais e de entretenimento também tem uma papel importante na hora de se oferecer um benefício. A autora cita alguns exemplos de ações tais como: atividades esportivas, almoços, jantares ou coffee breaks, salas de relaxamento e beleza, shows, cursos e sala de internet, onde todos podem ser usados como benefícios, seja em merchandising, distribuição de brindes e material promocional, exposição da logomarca ou ainda serviços prestados.
Os organizadores também precisam ter em mente o que precisa ser feito antes e após um evento. A seguir alguns direcionamentos úteis para que o organizador não se perca:

a) Répondez, sì`l vous plaît (RSVP) diferenciado e completo – RSVP é a resposta ao comparecimento ou não a um evento. Não deve apenas se restringir a representação quantitativa os SIM's e NÃO's, e sim buscar entender os porquês e conhecer o perfil dos confirmados, para que a interação seja otimizada.
b) Contato pré-evento – com o perfil definido através, por exemplo, do RSVP, o patrocinador pode interagir com os confirmados através do envio de material promocional, reforço de convite, envio de brindes e pesquisa de conteúdo (com aplicação de formulário), sendo este último para ampliar as informações e conhecer ainda mais o perfil do público.
c) Mailing dos participantes - ter uma lista dos confirmados e presentes é importante para que o patrocinador possa interagir com o público após o evento. Pode agregar também uma pesquisa de avaliação e qualificação dos participantes.
d) Envio de material – envio de carta-agradecimento, folhetos, informações da empresa e das suas atividades, calendário de atividades, etc.
e) Pós-evento – estratégia que visa a manutenção e fortalecimento do relacionamento com os participantes.
f) Administração do mailing e das ações – foco na estrutura e planejamento. Gerenciando o mailing de forma efetiva, tem-se uma rede de relacionamento e uma rede integrada de atividades que geram uma comunicação integrada e uma solução única para o cliente.

Outra ação que pode ser extremamente vantajosa para uma negociação é oferecer uma avaliação do evento, com análises individuais ou do evento como um todo. O próximo passo deve ser então calcular o custo do evento e nesse caso, o promoter deve pesquisar muito bem antes de definir um valor para seu evento. Ao patrocinador interessado cabe alocar, criar ou deslocar verbas para garantir sua participação no projeto (se necessário).
Finalmente é necessário tomar a decisão sobre os níveis de cotas de patrocínio. Quando o promotor deseja ter mais de um patrocinador, ele precisa definir o que cabe a cada patrocinador e como diferenciar essas cotas, criando níveis diferentes. Quando o patrocinador é único a negociação é simples, pois envolve apenas um tipo de proposta. Porém será desvantajoso se o promotor deseja a exposição da sua marca, pois pode perder a posição de dono do evento. Se for o caso de mais de um patrocinador com cotas e benefícios similares o valor do evento é dividido igualmente entre todos os patrocinadores. Só apresenta desvantagem quando se tem empresas de porte e condições financeiras diferentes. Quando se tem vários patrocinadores e cotas de valores diferenciados cada patrocinador paga proporções diferentes. A desvantagem é quando o promotor não possui benefícios diferenciados para atender os níveis de cota.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Resumo do 2º Capítulo

Estruturação da idéia de um evento em um projeto

O evento parte de uma idéia, seguido de sua estruturação que, por sua vez, envolve o planejamento. Um evento começa a se estruturado com a definição de três itens: *Tema central - pode ser o título do próprio evento e deve facilitar a identificação do mesmo. Se bem elaborado, atraente e especificado poderá ser uma ferramenta para aumentar a possibilidade do evento encontrar patrocinador.


*Missão - refere-se a razão de ser do evento. "Tem de ser duradoura...Deve ser capaz de traduzir em poucas palavras ou parágrafo, o principal conceito do evento, seu propósito e sua contribuição para o mercado." (p.13). A missão atua como um parâmetro comum e único, no qual as pessoas que trabalham no evento se orientam sem, contudo, agirem de maneira uniforme.

*Objetivo - Trata-se da transcrição ou tradução da missão. Expressa os resultados que se pretende alcançar tanto pelo promotor do evento quanto pelos patrocinadores. Deve ser, portanto, claro a todos os envolvidos, podendo se desdobrar em:

1.Objetivo principal - Debruça-se sobre o principal propósito do evento. Se o mesmo visa:
- o relacionamento , interação entre patrocinadores e convidados
- a divulgação da marca, voltado para possibilidade de patrocinador expor, de maneira eficaz, sua empresa e ou seus produtos.
- a execução de negócios e vendas, voltado para promoção.
Entende-se que os três objetivos podem ser trabalhados concomitantemente, desde que haja destaque para um deles. Caso contrário poderá se apresentar desfocado de seus clientes e fracassar.

2. Objetivos secundários - Destrincha um leque de fatores que também serão atendidos com o evento. Expõem, de modo resumido, as razões pelas quais aos patrocinadores devem investir.

PÚBLICO ALVO
Um evento não é feito "para ninguém". ele tem um público que deseja atingir. A definição do perfil deste público pode ser feita segundo critérios econômicos, geográficos, etário etc, mas deve atender as metas traçadas nos objetivos. "A primeira decisão que o promotor de eventos deve tomar refere-se ao público alvo: pessoa física ou jurídica." (p.19). A diferença do público com ao qual se irá trabalhar é de fundamental importância para a configuração do evento.

FORMATO DO EVENTO
O próximo passo é formatar o evento, isto é, escolher atenta e cuidadosamente:

1. Data - sua definição deve acontecer mediante:
*pesquisa de datas comemorativas que possam ser aproveitadas ou evitadas; *pesquisa de eventos concorrentes tentando-se evitar coincidência ou proximidade de datas quando se trata de mesmo público alvo;
*considerar dias da semana mais apropriados;
*considerar datas de fechamento de vendas: eventos empresariais devem evitar os primeiros e últimos dias do mês;
*sazonalidade - períodos que serão favoráveis ou não a capitação de demanda para o evento. " na maioria dos casos, as empresas enfrentam durante o ano uma sazonalidade nas vendas de seus produtos e serviços que interferem, entre outros fatores, nas decisões sobre participação e realizações de eventos". (p.23).

2. Definição de local
- deve considerar:
*se o local se identifica com o evento;
*se tem infraestrutura necessária;
*se condiz com o orçamento disponível.

3. Atividades
As atividades a serem desenvolvidas no evento devem ser coerentes com os objetivos do evento (relacionamento, divulgação de marca, execução de negócios e vendas), sendo as mais comuns:

I. Palestras
Podem ser do tipo tradicional, em que cada palestrante apresenta-se após outro, ou mesas de debate e painéis de discussão.
O promotor de eventos deve tomar cuidado para que não haja sobreposição de conteúdo, nos casos em que há mais de um palestrante; por esta razão é necessário que o palestrante esteja a "par das informações essências à conclusão de sua palestra para que ela seja coerente com o restante do conteúdo do evento". (p.27).

II. Reuniões
Reuniões privadas "com pessoas do interesse do patrocinador " conta pontos favoráveis ao projeto que se pretende desenvolver. Saber atrair público para assistí-las, requer criatividade, e é o ponto de discussão em eventos em que o objetivo éo relacionamento.

III. Ações sociais, culturais e de entretenimento
Atividades de lazer em eventos tem sido cada vez mais freqüentes. O interesse é oferecer oportunidade de interação entre público convidado e patrocinadores. Variam muito, podendo ser:
a) atividades esportivas;
b) almoços, jantares, coffe bresks, coquetéis e outros;
c) salas de relaxamento ou beleza;
d) shows;
e) cursos de aperfeiçoamento pessoal;
f) sala de internet;
g)visitação exclusiva.

IV. Estandes para exposição e vendas
O estande tem sua função relacionada ao objetivo do evento. " (...)se for gerar relacionamentos, pode se restringir a oferecer espaço de exposição e demostração de produtos ou serviços, para receber parceiros, clientes ou visitantes, sem a intenção primeira de compra e venda; se o objetivo for atingir resultados de vendas durante o evento, o perfil do estante deve ser preparado para também comercializar produtos ou serviços." (p.29).
Os estandes podem ser de três tipos:
a) Estandes padronizados, que seguem o padrão de estandes e são utilizados "quando a exposição não é a principal atividade do evento" (p.29).
b) Estandes customizados, com estrutura construídas pelo organizador do evento, em que este apresenta as o visual e tamanho para os estantes a uma empresa especializada em montagem de estandes.
c)Estandes customizados com estrutura definida e implementada sob responsabilidade do patrocinador, em que o promotor oferece o espaço e o patrocinador escolhe o visual do estande. Requer um custo adicional, não sendo atraente para eventos cujo foco principal não é exposição de produto.

4. Programa
O programa é a apresentação do evento ao público alvo. Deve ser o mais detalhado possível, a fim de que divulgue toda a informação de que o público precisa, clara e pontualmente, constando de modo geral:
*dias de duração;
*horário de início e término;
*horário de início e término de cada palestra e atividade;
*palestrantes e pequeno histórico de cada um deles;
*resumo de cada palestra com tópicos-chave;
*sala ou ambiente onde será apresentada cada atividade ou palestra, inclusive com mapa de acesso;
*horário e locais das refeições;
*atividades paralelas como passeios, atividades esportivas, excursões, dias livres etc.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Resumo do 1º Capítulo

I – INTRODUÇÃO

A história dos eventos se desenvolveu rapidamente os setores de negócios, tanto nos Estados Unidos como no Brasil. A princípio, os eventos possuíam apenas caráter promocional, porém, hoje em dia, trabalha-se também com a comercialização de produtos e serviços.
O número de eventos cresceu rapidamente, mas sem qualidade e organização, tornando-se banais. Surgiu então, a necessidade de requisitos como criatividade, estruturação, propostas adequadas, capacidade de comunicação, venda e busca de patrocínios, ou seja, o mercado de eventos tornou-se mais exigente.


II – Capítulo 1: Geração, seleção e teste de idéias para eventos

Um projeto em eventos possui três etapas: geração de idéias, seleção das idéias e teste e avaliação das idéias selecionadas.
Para a primeira etapa, a geração de idéias, é necessário pesquisar fontes internas e externas além de observar algumas técnicas:

* Observação: observar o que acontece ao redor, pode gerar grandes idéias;
Auto-análise: reflexão sobre as necessidades próprias;
* Leitura: a leitura pode abrir a mente para possibilidades antes não consideradas;
* Brainstorming: reuniões de livre discussão abertas a profissionais de diferentes setores da empresa;
* Network: conversas descompromissadas com amigos ou colegas da empresa, podem gerar boas idéias.
Boa parte das idéias surge dentro da empresa, às fontes internas, através de pesquisas formais, ou através de brainstormings e sugestões. As áreas de vendas, de suporte e de atendimento a clientes da empresa também podem gerar idéias.
Equipe de vendas: são capazes de relatar motivos pelos quais os clientes compraram ou não cotas de patrocínio e suas expectativas;
Equipe de suporte e atendimento: enriquecem uma discussão da direção da empresa já que estão em contato constante com críticas, opiniões e sugestões dos clientes;
Caixa de sugestão: útil para obter opiniões de quem trabalha no dia-a-dia da operação sobre as idéias;
Pesquisas internas: pesquisa com objetivo específico realizado através de questionários aplicados durante reuniões ou entregue a cada funcionário;
Estrutura interna de pesquisa: estrutura dentro da empresa dedicada a pesquisa de novas idéias.
Já nas fontes externas, o profissional busca informações fora da empresa em que se relaciona, nos concorrentes, observando outros eventos, anúncios e reportagens.
* Clientes: a maioria das idéias é obtida ouvindo e observando os clientes da empresa;
* Fornecedores e parceiros de negócios: as empresas podem contar com os fornecedores, distribuidores e parceiros de negócios, além das agências de propaganda e publicidade, aproveitando relatos de experiências;
* Concorrência: deve-se analisar todo tipo de concorrentes. A melhor forma de obter informações é ter acesso às propostas comerciais de patrocínio das empresas concorrentes;
* Outros eventos: a participação em todos os tipos de eventos é uma das principais fontes de idéias. Deve ser observado o que pode ser feito melhor, o que está faltando e o que pode ser aproveitado;
* Outras fontes: através de leitura: reportagens, anúncios em revistas, jornais, outdoors livros dentre outros.

A segunda etapa consiste no processo de seleção de idéias, onde dois critérios são analisados: a demanda e a competência interna.
Demanda: considera-se a existência da demanda, o seu tamanho em valor de receita e a participação possível de mercado diante da concorrência.
Competência interna: deve ser considerados a capacidade técnica de execução da idéia, a existência de recursos internos ou de parceiros, o custo de viabilidade do projeto, o impacto no negócio, a possibilidade de gerar vantagem competitiva e a adequação com a imagem da empresa.
Quanto maior for a demanda, mais chance a idéia tem de ser selecionada. As idéias em que apresentam necessidade de altos investimentos devem ser analisadas com cuidado, fazendo-se necessário o estudo de concorrentes, atuais e potenciais. No caso de uma baixa demanda, as idéias somente devem seguir no processo de seleção caso a empresa tenha interesse em penetrar em um mercado novo, com baixa competição e sem expectativa de receitas elevadas. Devem ser descartadas as idéias que apresentam baixa demanda e baixa competência.
O processo de seleção de idéias pode ser executado, conjunta ou separadamente, pelos profissionais da empresa das áreas de vendas, marketing, produtos, pesquisa ou pela direção da empresa. Ao selecionar uma idéia, é preciso avaliar seu grau de inovação ou diferenciação no mercado. Para isso, aplica-se um questionário aos envolvidos na análise. Cada resposta atinge um grau de inovação (alto, médio ou baixo) alcançado pela idéia.

Guia para identificação do grau de inovação de uma idéia.

Antes de partir para o desenvolvimento e execução, é necessário que a idéia seja testada e avaliada. A partir de material impresso que descreva a estratégia, o objetivo, o público alvo e as características do evento, o promotor de eventos pode efetuar visitas informais a um grupo de clientes e parceiros atuais ou em potenciais para apresentar o conceito. A visita deve ser planejada e deve haver um roteiro de entrevista.
Após todos os passos mencionados, a próxima etapa será a estruturação da idéia selecionada.

Aula Inaugural


A Aula Inaugural do Curso de Turismo da PUC Minas foi realizada dia 20 de fevereiro de 2008, por volta das 19h30min, na PUC Minas - campus Coração Eucarístico. A convidada para ministrar a aula foi a Sra. Fernanda Fonseca, Diretora de Estruturação do Produto Turístico da Secretaria de Estado de Turismo de MG.

De modo geral, o evento teve um resultado satisfatório, superando as expectativas, com destaque para a excelente organização. A palestrante demonstrou conhecimento, objetividade e clareza na sua explanação, o que de fato despertou atenção dos presentes, que posteriormente, esclareceram suas dúvidas e questionamentos. Os temas abordados pela palestrante foram os seguintes: mercado de trabalho, políticas públicas (com o foco na atual gestão da SETUR) e a estruturação do produto turístico são relevantes, sendo portanto, fundamentais para a formação de profissionais em turismo.

Todavia, embora seja inegável o resultado do evento, é também importante refletir sobre algumas falhas. O atraso no início não prejudicou o andamento das atividades, mas poderia ter sido evitado. Além disso, não foi educado a saída em massa dos alunos ocorrida nos instantes finais da apresentação.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Ensaio Blog

O professor Edmundo Novaes, responsável pela disciplina de Eventos do 5º período do Curso de Turismo da PUC Minas, apresentou no dia 13 de fevereiro de 2008 o plano de estudo para o semestre. A partir do mesmo, definiu-se a criação de um blog contendo o resumo do livro "Eventos: como criar, estruturar e captar recursos" de Maria Cecília Giacaglia, além de informações acerca dos trabalhos.

No dia 19 de fevereiro, foram apresentados blogs de semestres anteriores para maior compreensão de como criar um blog. Em seguida, cada grupo se reuniu e deu início a criação do mesmo.